Apesar
do bom resultado, Marco Simões, vice-presidente de
comunicação e sustentabilidade da filial brasileira,
acredita que se não fossem alguns problemas estruturais
causados pelo próprio crescimento econômico,
a alta teria sido muito maior. Ele se refere, por exemplo,
à falta de latas de alumínio – um déficit
de 1,5 bilhão de unidades – e a alta do preço
do açúcar. Só no mês de setembro,
a commodity aumentou 21,53% no mercado internacional.
Mesmo
assim, a participação de mercado da companhia
cresceu no trimestre terminado em 1º de outubro. A Coca-Cola
Brasil atingiu uma fatia de 58,3% em setembro, acima dos 55%
calculados pela Nielsen em junho. Simões atribui o
crescimento à ascensão das classes C e D, que
trouxe novos consumidores para a marca. Com bons resultados,
a companhia já investiu R$ 2 bilhões para aumentar
a capacidade produtiva no País, além de tornar
os processos sustentáveis (economia de água,
por exemplo).
Já
o resultado mundial cresceu apenas 5% no mesmo período.
O lucro foi de US$ 2,05 bilhões, uma alta de 8% frente
ao mesmo período de 2009.
Fonte:
Valor Econômico