A
empresa, uma das maiores fabricantes de alimentos do mundo,
pretende criar produtos que possam saciar as pessoas antes,
ou mantê-las saciadas por mais tempo, inibindo a vontade
de comer mais.
Para
isso, cientistas da Nestlé tentam decifrar a linguagem
da saciedade e pretendem criar alimentos que enganem o estômago,
interferindo na sofisticada ligação entre o
sistema digestivo e o cérebro, que avisa quando estamos
com fome. A expectativa da multinacional é que os produtos
com a nova tecnologia possam estar disponíveis no mercado
em cinco anos.
Para
conseguir acompanhar o complexo processo de movimentação
dos alimentos no corpo, os pesquisadores da Nestlé
construíram um modelo do sistema digestivo humano,
atravé de um investimento de US$ 1 milhão. A
empresa suíça afirma que já adquiriu
bastante conhecimento sobre a parte científica e agora
está desenvolvendo produtos com a nova tecnologia.
Os cientistas já iniciaram testes com alimentos utilizando
o modelo e no ano passado publicaram artigo em revista especializada
sobre um experimento com azeite de oliva.
Com
essa evolução na produção de alimentos,
a Nestlé se junta a outros fabricantes na busca de
novas estratégias que possam representar uma ofensiva
na batalha contra a obesidade.
A
Danone SA, por exemplo, lançou no mercado norte-americano
um iogurte desnatado, cuja combinação de proteínas
e fibras ajudaria a inibir a sensação de fome.
O produto foi retirado do mercado em 2007 sob alegação
de não ser “o mais apetitoso da empresa”. A Unilever
e outros gigantes do setor alimentício também
desenvolvem experimentos com produtos que ajudem no combate
à fome.
Fonte:
Valor Econômico - The Wall Street Journal