Se
mantiverem a mesma evolução média registrada
entre 2005 e 2010, as exportações brasileiras
de carne de frango ficarão em torno dos 4 milhões
de toneladas neste ano, podendo, em 2012, superar os 4,2 milhões
de toneladas. Se confirmado, esse volume corresponderá
a uma expansão da ordem de 10% sobre o que foi exportado
em 2010.
Nesse contexto, o item de maior expansão nas vendas
brasileiras pode ser o frango inteiro, cujos embarques mensais
tendem a superar as 140 mil toneladas, chegando no ano a 1,7
milhão de toneladas (em 2010, 124 mil/t mensais, 1,488
milhão/t anuais).
Mesmo assim, os cortes continuariam liderando a pauta das
exportações de carne de frango, mas com um ritmo
de expansão menor que o do frango inteiro. Assim, após
terem alcançado 1,972 milhão de toneladas em
2010 (média mensal de 164,4 mil/t), podem no ano que
vem superar sozinhos a marca dos 2 milhões de toneladas
(a linha de tendência aponta embarques médios
de 170 mil/t mensais).
Considerada a evolução mais recente, industrializados
de frango e carne de frango salgada tendem a um crescimento
de cerca de 100% em relação a 2005-2007, mas
continuarão tendo pequena participação
no volume global exportado – 10% a 11% do total. Dessa forma,
tendo ficado próximos das 360 mil toneladas em 2010,
os embarques somados dos dois produtos podem chegar às
480 mil toneladas em 2012 (média de 40 mil/t mês.
A considerar: a tendência de expansão maior das
vendas do frango inteiro está relacionada, ainda, aos
efeitos da crise econômica mundial de 2008. Ou seja:
as exportações de cortes, de industrializados
e de carne de frango salgada, todos com agregação
de valor em relação ao frango inteiro, podem
sofrer aceleração conforme evoluam as condições
econômicas. Mas os sinais do gênero continuam
escassos. Assim, a tendência é a de aumentarem,
muito mais, as vendas externas do produto de baixo valor agregado.
Fonte: Avisite