Além
de uma produção 5,6% maior em 2010, o estado
obteve recordes no volume e em sua receita cambial com as
exportações de frango. Meta é alcançar
SC.
Com
a previsão de aumentar a produção de
frangos em até 10% este ano, o Paraná, que já
é o maior estado produtor do Brasil, pretende apostar
principalmente nas vendas do mercado interno. O setor está
tão otimista que além do incremento aguardado
na produção, espera se tornar o maior exportador
do País em relação aos volumes embarcados,
e deixar o Estado de Santa Catarina na segunda posição.
Em
2010, o Paraná também atingiu novo recorde na
produção de frangos, no acumulado do ano chegou
a 1,328 bilhão de aves abatidas, produção
5,6% maior do que em 2009, quando o abate acumulado foi de
1,257 bilhão de cabeças. Segundo Domingos Martins,
presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos
Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar),
o estado está colhendo os resultados de um bom planejamento
de crescimento no setor avícola. "O Paraná
é líder na produção nacional de
frangos, estamos alojando mais de 110 milhões de aves
por mês. Houve também crescimento do mercado
interno e a tendência é que ele se fortaleça
cada vez mais. Temos expectativa de crescimento constante
até 2020", garantiu Martins.
Para
este ano, o presidente prevê, além de um crescimento
de até 10% na produção paranaense, a
abertura de mais duas ou três unidades de produção
de frangos novas, e a entrada em operação de
outras três unidades já construídas. "Queremos
nos fortalecer ainda mais no mercado interno brasileiro, que
é muito bom. Para isso prevemos a abertura de mais
três novas fábricas sem contar as que já
estão em fase de entrega como a unidade do Big Frango,
a Cocari também deve começar este ano, e a ampliação
da planta da Copacol", afirmou.
Apesar
do bom momento vivido pelo estado, Martins acredita que os
bons preços pagos ao produtor no ano passado devem
se manter esse ano, entretanto a rentabilidade deve ser menor,
dado principalmente ao aumento dos preços do milho
e da soja, usados na alimentação dos animais.
"Nos últimos meses vimos um aumento no preço
das commodities que não esperávamos. Com isso,
teremos uma rentabilidade menor neste ano, mas nada que abale
o mercado. O melhor é que não repassaremos esse
aumento imediatamente, mesmo porque o mercado pode não
aceitar, e diminuir as vendas", frisou.
Outro
bom resultado obtido pelo estado paranaense em 2010, foi em
relação as exportações, que atingiram
a marca recorde de 1,001 milhão de toneladas, ante
as 954 mil toneladas registradas em 2009, que representa um
incremento de 5% no volume embarcado. Com esse volume, o Paraná
contribuiu com 26% das exportações brasileiras
de frango de corte no ano, que totalizaram 3,82 milhões
de toneladas. De acordo com Martins, a forte presença
das indústrias avícolas paranaenses no exterior
demonstra a sua capacidade de se adaptar às diversas
exigências de sanidade e qualidade impostas pelos destinos.
Para
este ano o sindicato espera não só aumentar
de 5% a 10% o volume de exportações, como pretende
se tornar o maior estado exportador do Brasil, posição
atualmente ocupada por Santa Catarina, que embarcou 1,022
milhões de toneladas no ano passado. "Que vamos
ultrapassar Santa Catarina no volume de exportações
este ano, não tenho dúvidas, porque as indústrias
deles estão estagnadas e não há crescimento,
e no Paraná existe. A briga por isso está cabeça
a cabeça", comemorou Martins.
Em
termos de receita cambial o Paraná também superou
a própria marca obtida em 2008. Ao todo o estado exportou
US$ 1,695 bilhão, contra os US$ 1,472 bilhão
de 2009 e US$ 1,622 em 2008. "Em receita prevemos um
crescimento de 10% este ano, entretanto esse montante ainda
não será superior às receitas vistas
em Santa Catarina, que agrega mais valor ao seu frango",
disse.
Segundo
Martins em 2011 o estado continuará apostando em mercados
do continente africano, leste europeu e Ásia. "A
China ainda é uma expectativa, hoje já exportamos
para eles, mas não o volume que desejávamos
e nem no volume que eles necessitam. Imagina se eles passassem
dos 12 quilos por pessoa/ano para 13 quilos, isso representaria
mais do que a produção mensal brasileira. E
o Brasil precisa estar preparado para suprir essa demanda".
Hoje o estado exporta a carne de frango para mais de 120 países.
Fonte:
DCI